IDEALISTA: QUANDO O PORTAL DEIXA DE SER APENAS PORTAL
Lê-se hoje no idealista/news a análise à aprovação, na generalidade, da reforma do arrendamento. É legítimo. O idealista tem uma área editorial e é livre de analisar politicamente aquilo que acontece no Parlamento. Mas talvez seja também legítimo recordar quem está a fazer essa análise. O idealista não é apenas um órgão de comunicação que observa o mercado imobiliário de fora. É uma das principais plataformas comerciais desse mesmo mercado: publica anúncios, vende maior visibilidade aos anunciantes, presta serviços a profissionais, agências, promotores e investidores e comercializa informação e ferramentas de análise do próprio mercado. Nada disso é censurável. Mas significa que, quando abandona a simples descrição dos factos e entra no enquadramento político das opções sobre habitação , deve aceitar também uma pergunta muito simples: qual é o modelo de mercado imobiliário que considera sustentável para Portugal? Porque aumentar o número de casas disponíveis para arrendamento é importa...